Alemanha, 24 de setembro de 2017...
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| As mãos que governam a Alemanha |
Angela Merkel, chanceler da Alemanha desde 2005, recebeu na noite de domingo, 24 de setembro, mais um mandato de quatro anos. O povo alemão preferiu a continuidade segura e estável que um governo pragmático oferece, ao invés de se tornar mais um país sem rumo em um mundo volátil, no qual os valores fundamentais estão cada vez mais fragilizados, A física Merkel, criada do lado oriental da Alemanha durante o período da guerra fria, onde a liberdade era restrita e vista como um sonho a ser alcançado, nesta eleição está sendo aclamada como o novo símbolo do mundo livre. Com a crescente retirada dos Estados Unidos do cenário internacional, somado a instabilidade de seu presidente, Merkel se torna a esperança da líder que governa com base em valores, integridade, honestidade e tranquilidade, este último facilmente identificável na líder alemã: a prudência e a observância tem sido uma das formas da Chanceler fazer política, seja em casa ou no exterior, sem exitar em se posicionar com veemência quando necessário, principalmente quando se trata dos valores caros a Alemanha do século XXI. A política externa alemã tem sido durante o seu governo fortemente pautada em valores como a liberdade, direitos humanos, igualdade nas relações entre as nações, autodeterminação dos povos, entre outros. A liberdade é algo caro à Angela Merkel, um valor inatacável. Numa Europa cada vez mais dividida, onde o nacionalismo aflora assombrosamente (vide a eleição da AFD, partido de extrema-direita, o primeiro a chegar ao Bundestag - Parlamento Alemão - desde Hitler), e da combustível para a xenofobia, a Alemanha, consciente do seu passado e de suas responsabilidades perante a comunidade global, está sendo pressionada para ser o novo baluarte da liberdade. A pergunta é: será que a Alemanha está pronta para isso? Ou melhor, será que deseja ser esse novo símbolo ? Num mundo onde há governantes destemperados, onde a paz está ameaçada por uma guerra nuclear de proporções inimagináveis (mais uma vez), onde tensões regionais colocam em risco a estabilidade mundial (já bem delicada), onde e religião é utilizada como instrumento de violência, só podemos torcer para que Merkel governe com sensatez e guie o barco da Alemanha por mares revoltosos até calmas praias e, de quebra, que o mundo a acompanhe.

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